Memória e emoções
Há 6 anos
Este site objetiva servir de apoio virtual aos estudantes de psicologia, pedagogia e licenciaturas, bem como aos professores(as), psicólogos(as), psicopedagogos(as) e todos(as) aqueles(as) que trabalham direta ou indiretamente com educação e possam se valer dos conhecimentos aqui contidos.
A falta de habilidade desses que jogam mais recuados, parece ser compensada com o excesso de vontade. Zagueiros costumam ser voluntariosos, gostam de demonstrar virilidade, uma força extra que os mirrados atacantes não teriam. Aliás, essa coisa de demonstrar virilidade, faz parte da composição do personagem e não pode ser vendida separadamente. Zagueiros devem ser grandes, fortes, mal-encarados e com apelidos no aumentativo.
Professores zagueiros não se afastam da pequena área compreendida entre a sua carteira e a lousa. Também não gostam de alunos que desta zona se aproximam. Acreditam que a distância (física e psicológica) ajuda a manter o controle da situação e a ser duro quando for necessário (e quase sempre é...). Não raro, atuam como se fossem árbitros, penalizando duramente os que cometem erros e expulsando da sala aqueles considerados indisciplinados.
O objetivo dos professores atacantes não é somente a nota no boletim, como se fosse o resultado da partida registrado no placar. Eles sabem que o fim de toda educação é favorecer a autonomia das pessoas na sua vida cotidiana, e para isso, o que se aprende na escola deve servir de treino para o mundo fora dela. Por isso, estes professores trazem um pouco desse mundo para dentro da escola, aproveitando todas as chances de demonstrar a utilidade do conhecimento para as situações decisivas que seus alunos enfrentarão.
É certo que não considero que toda mudança seja, em si, positiva. Mudar por mudar, mudar para parecer moderno, jovem, atual ou avançado, sendo esta mudança superficial, obviamente, não deve ser a meta de nenhum sistema educacional que objetive a qualidade das suas ações. As transformações deste sistema devem atender exclusivamente às melhorias nas possibilidades de desenvolvimento dos potenciais humanos. Mormente, aqueles que levarão os indivíduos a estabelecerem uma relação mais profícua e harmoniosa consigo mesmo, com os outros e com a natureza.
Por outro lado, devemos mesmo reconhecer que não é fácil mudar. A mudança gera desconforto, insegurança, medo. O novo, por vezes, assusta. Não nos acostumamos (boa parte de nós) a lidar com as incertezas, as imprevisibilidades, com o acaso como principal parceiro do nosso destino. Preferimos, muitas vezes, lidar com a monotonia da rotina, com a certeza de já ter visto esse filme e nunca ficarmos chatedos se alguém nos conta o final, pois também já sabíamos..jpg)

Em relação ao argumento de que o acesso livre aos preservativos, em ambiente escolar, banalizaria o ato sexual e induziria os adolescntes a uma prática indiscriminada, creio que é uma posição preconceituosa, de quem não tem paciência para observar os comportamentos humanos. Não me consta que adolescentes (e também adultos) saudáveis precisem de fatores externos para "motivá-los" à prática do sexo. Logo após a puberdade, o sexo passa ser o tema central dos pensamentos, sonhos e conversas dos meninos e meninas que ainda estão se acostumando como seu corpo "novo". As únicas coisas que os impedem de transformar essas "imagens mentais" em atos são a timidez, a falta de oportunidade de ficarem a sós, a falta de parceiros (as) ou uma sólida educação familiar, que os levem a refletir se aquele/a é o/a momento/pessoa ideal para dar vazão ao seu desejo. ![]() |
| "Rainha Henrietta Maria" Frans Pourbus Séc XVI |
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| "Retrato de Criança" Mirabello Cavalori Séc. XVI |
Se o trabalho infantil é visto como nocivo para o bom desenvolvimento, sendo combatido pelas autoridades e organizações pró-criança, o consumo nessa faixa etária ainda não parece incomodar aqueles que fazem nossas leis.