quinta-feira, 22 de julho de 2010

Não deixe para amanhã o que você pode fazer depois de amanhã!





Pela primeira vez eu fiquei duas semanas sem fazer nenhuma postagem no blog. Inicialmente, porque eu queria ver como se comportavam as visitas sem a minha insistente propaganda no orkut. Mas, depois, outras coisas foram aparecendo e eu fui adiando, olhando uns vídeos aqui, uns textos ali, umas charges acolá, e nada... Nem uma postagenzinha!
Comecei a criar justificativas para o que estava acontecendo, do tipo: "o blog precisa andar com as próprias pernas" e outras bobagens do gênero. Foi aí que me toquei que estava fazendo algo muito habitual no meu comportamento: procrastinando!
Para quem ainda não está habituado com o termo - que é até um pouco difícil de pronunciar -, procrastinar, em bom português, significa enrolar, empurrar com a barriga, adiar sem motivo. O lema maior do procrastinador é o que encontramos no título dessa postagem: "Não deixe para amanhã o que você pode fazer depois de amanhã".
Em se tratando de comportamento escolar/acadêmico, a procrastinação tem um efeito extremamente nocivo, e uma amostra disso é o documentário acima, produzido por um procrastinador assumido. Muitos pós-graduandos, inclusive (e o autor desse blog é um deles), tem sérios problemas com prazo, não por tê-los muito apertados, mas, justamente, por imaginarem ter tempo suficiente, subdimensionando a dificuldade da tarefa, acreditando erroneamente que ela poderá ser executada sem esforço, num instante.
É muito, mas muito comum vermos estudantes sofrerem em época de avaliação, justamente por não escutarem o que nossas queridas professoras nos ensinavam lá nos anos iniciais da nossa trajetória escolar: não deixe para estudar na véspera da prova! Mas, infelizmente, o que vemos são crianças e jovens prejudicarem o próprio processo de aprendizagem, tentando assimilar grande quantidade de conteúdo em pouco tempo, com níveis altíssimos de ansiedade e muitas vezes abrindo mão de um elemento essencial para a consolidação do que deve ser aprendido: as horas de sono.
Como qualquer limitação humana, se não traz grandes prejuízos ou sofrimentos a nós ou a outrem, podemos conviver com elas e até fazer um plano pessoal (que não seja somente uma promessa no dia 31/12) de melhoria e superação. Mas, se esse comportamento é mais recorrente do que gostaríamos e se frequentemente você se lamenta por ser assim, creio que estaja na hora de procurar um especialista...



13 comentários:

  1. Sindrome do Estudante ataca professor da UEFS:
    http://www.heptagon.com.br/5dgp-3

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  2. Paulo,
    Vc é o rei dos blogs. Sabe tudo!!!

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  3. Pois é, também sou uma PROCRASTINADORA e é bom saber que existe solução para este "MAL". Poxa, é realmente como uma "DROGA" e a libertação está inteiramente ligada a Força de Vontade e os objetivos. O melhor de tudo isso, foi descobrir que nem tudo esta perdido. Ainda dá tempo reverter o problema. Valeu mesmo!!
    Vc a cada dia se supera!!

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  4. Você que se supera nos comentários! Muito obrigado...

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  5. Muito legal a postagem, Iron!!
    Parabéns pelo blog! Já tinha procrastinado nele outras vezes (rs), mas sempre pude aprender algo interessante nele.
    Abraço!

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  6. Valeu, João!!!
    Apareça sempre. Olhares diferentes, como o de um engenheiro, são sempre bem vindos...
    Abço.

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  7. Porra Iron, hoje eu estou num dia típico de procrastinação. Fiquei arrasada com o primeiro vídeo, passei por algo bem parecido hoje. Muito bom tema, parabéns, ninja!!! (olha a psicologia na educação aí gente!!!) Abraços

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  8. Pois é, Fani! O cognitivo, o afetivo e o social... hahahahahaha...

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  9. Iron, descobri que sou uma grande procrastinadora, preciso observar em nível anda, o quanto perco de tempo por isso...
    Obrigada pelas contribuições.

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  10. Emília,
    É um comportamento comum a muitas pessoas. Espero que com você não seja nada que algum esforço consciente não possa resolver.

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Do tipo: atemporal...
    =/
    - Devo agradecer, seu Iron. Seu blog tem uma função fundamental, às vezes: apoio psicossocial!

    Andrea.

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